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Curso do departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP que tem o objetivo geral apresentar as dinâmicas sociais, culturais e políticas no processo de Construção dos Estados Nacionais na América Espanhola do século XIX.

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A UnivespTV disponibilizou gratuitamente este curso sobre História da América Independente do curso regular de graduação do departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, ministrado pela professora Dra. Gabriela Pellegrino Soares.


Como funciona

Para cursar esta disciplina o aluno não precisa realizar inscrição ou tarefas complementares. Este curso não oferece certificação. Todas as vídeo aulas podem ser acessadas gratuitamente no site da Univesp ou na playlist abaixo.


Conteúdo

Aula 1, 2 e 3 – Apresentação do programa

Nesta primeira aula, a professora Gabriella Pellegrino apresenta o conteúdo da disciplina de História da América Independente I, que abordará a construção dos Estados nacionais da América Espanhola no século 19. Ela fala da Bibliografia que será utilizada e dá um pequeno resumo dos temas que serão estudados, como as guerras de independência hispano-americanas e a figura de Simón Bolívar.


Aula 4 – As Guerras de Independência hispano- americanas: apresentação geral – Parte 1

A professora Gabriela Pellegrino explica as guerras que culminaram na independência das colônias espanholas da América Latina. Nesta aula, ela fala da influência da Revolução Francesa e da invasão de Napoleão à Península Ibéria nos movimentos de independência das colônias espanholas. Ela também introduz o conteúdo sobre a independência do México.

Bibliografia:
FREDRIGO, Fabiana de Souza. Guerras e escrita: a correspondência de Simón Bolívar (1799-1830). São Paulo, Editora da UNESP, 2010; cap. 2, p. 79-162.
Texto de apoio: Simón Bolívar. Escritos políticos. Campinas, SP, Editora Unicamp, 1992.


Aula 5 – As Guerras de Independência hispano- americanas: apresentação geral – Parte 2

Os movimento de independência do vice-reino de Nova Espanha, o México, é o principal tema desta Parte da aula. A professora traça o perfil do principal líder do movimento, o padre Miguel Hidalgo y Costilla. Esta Parte da aula também aborda os movimentos para libertar o vice-reino do Rio da Prata do domínio espanhol.

Bibliografia:
FREDRIGO, Fabiana de Souza. Guerras e escrita: a correspondência de Simón Bolívar (1799-1830). São Paulo, Editora da UNESP, 2010; cap. 2, p. 79-162.
Texto de apoio: Simón Bolívar. Escritos políticos. Campinas, SP, Editora Unicamp, 1992.


Aula 6 – As Guerras de Independência hispano-americanas: apresentação geral – Parte 3

Nesta Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino segue com a história do movimento de independência do vice-reino do Rio da Prata e a chegada do general San Martin a Buenos Aires. San Martin vai organizar um exército patriótico com objetivo de libertar o vice-reino da Espanha. San Martin também negocia com etnias indígenas para que seu exército consiga atravessar os Andes para promover a independência do Chile. A professora também explica o movimento de independência do Paraguai.

Bibliografia:
FREDRIGO, Fabiana de Souza. Guerras e escrita: a correspondência de Simón Bolívar (1799-1830). São Paulo, Editora da UNESP, 2010; cap. 2, p. 79-162.
Texto de apoio: Simón Bolívar. Escritos políticos. Campinas, SP, Editora Unicamp, 1992.


Aula 7 – As Guerras de Independência hispano- americanas: apresentação geral – Parte 4

A professora retoma o movimento de independência do Chile e fala da queda de Bernardo O’Higgins, que ao adotar um regime autoritário entra em conflito com as elites locais. Começa a narrativa da independência do Vice-reino de Nova Granada e introduz a história de Simón Bolívar.

Bibliografia:
FREDRIGO, Fabiana de Souza. Guerras e escrita: a correspondência de Simón Bolívar (1799-1830). São Paulo, Editora da UNESP, 2010; cap. 2, p. 79-162.
Texto de apoio: Simón Bolívar. Escritos políticos. Campinas, SP, Editora Unicamp, 1992.


Aula 8 – As Guerras de Independência hispano- americanas: apresentação geral – Parte 5

A última Parte continua a narrativa sobre a trajetória de Simón Bolívar e sua luta para libertar a Venezuela, entre vitórias e derrotas do movimento de independência. Após a emancipação de Nova Granada, Simón Bolívar assume a luta pela emancipação do vice-reino do Peru depois que San Martin deixa o movimento e se exila na França.

Bibliografia:
FREDRIGO, Fabiana de Souza. Guerras e escrita: a correspondência de Simón Bolívar (1799-1830). São Paulo, Editora da UNESP, 2010; cap. 2, p. 79-162.
Texto de apoio: Simón Bolívar. Escritos políticos. Campinas, SP, Editora Unicamp, 1992.


Aula 9 – As Guerras de Independência hispano- americanas: discussão historiográfica – Parte 1

Nesta primeira Parte da aula, a professora Gabriela explica como a historiografia discute o conceito de revolução nos movimentos de independência das colônias espanholas na América. Muitos autores questionam o caráter revolucionário destes movimentos porque consideram que não houve rupturas sociais, políticas e econômicas depois da emancipação destes Estados.

Bibliografia:
GODECHOT, Jacques. La grande nation, l´expansion révolutionnaire de la France dans le monde de 1789 à 1799. Paris, Aubier, 1956.
CHAUNU, Pierre. La independencia de América Latina. Buenos Aires, Ediciones Nueva Visión 1973.
CHIARAMONTE, José Carlos. Pensamiento de la ilustración. Economía y sociedad iberoamericanas en el siglo XVIII. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1979.
LYNCH, John. Las revoluciones hispanoamericanas, 1808-1826. Barcelona, Ariel, 1976.
GUERRA, François-Xavier. Modernidad e independencia. Ensayos sobre las revoluciones hispánicas. México, Fondo de Cultura Económica, 1993.
ROMERO, Jose Luis y ROMERO, Luis Alberto. (Org.). Pensamiento Politico de la Emancipación. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1977. (Introdução).
SABATO, Hilda. Horizontes republicanos en Iberoamérica. Una perspectiva del largo plazo. In. BRAGONI, Beatriz e MATA, Sara (Comp.). Entre la Colonia y la República. Buenos Aires, Prometeo Libros, 2008.


Aula 10 – As Guerras de Independência hispano- americanas: discussão historiográfica – Parte 2

Nesta segunda Parte da aula, a professora continua a discussão historiográfica sobre o conceito de revolução e apresenta a obra de Pierre Chaunu, que defende a ideia de que as guerras de independência foram fruto de conflitos internos de vários grupos dentro das colônias em relação à metrópole e não de uma grande união destes mesmos grupos contra a Espanha. Ela também introduz a obra do historiador francês François-Xavier Guerra.

Bibliografia:
GODECHOT, Jacques. La grande nation, l´expansion révolutionnaire de la France dans le monde de 1789 à 1799. Paris, Aubier, 1956.
CHAUNU, Pierre. La independencia de América Latina. Buenos Aires, Ediciones Nueva Visión 1973.
CHIARAMONTE, José Carlos. Pensamiento de la ilustración. Economía y sociedad iberoamericanas en el siglo XVIII. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1979.
LYNCH, John. Las revoluciones hispanoamericanas, 1808-1826. Barcelona, Ariel, 1976.
GUERRA, François-Xavier. Modernidad e independencia. Ensayos sobre las revoluciones hispánicas. México, Fondo de Cultura Económica, 1993.
ROMERO, Jose Luis y ROMERO, Luis Alberto. (Org.). Pensamiento Politico de la Emancipación. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1977. (Introdução).
SABATO, Hilda. Horizontes republicanos en Iberoamérica. Una perspectiva del largo plazo. In. BRAGONI, Beatriz e MATA, Sara (Comp.). Entre la Colonia y la República. Buenos Aires, Prometeo Libros, 2008.


Aula 11 – As Guerras de Independência hispano- americanas: discussão historiográfica – Parte 3

Nesta terceira Parte da aula, a professora Gabriela continua a exposição da obra do francês François-Xavier Guerra que, como outros autores que trabalham na mesma linha de pensamento historiográfico, está centrada na construção da modernidade nos Estados independentes. Ela também comenta a obra de José Carlos Chiaramonte e Jonh Lynch.

Bibliografia:
GODECHOT, Jacques. La grande nation, l´expansion révolutionnaire de la France dans le monde de 1789 à 1799. Paris, Aubier, 1956.
CHAUNU, Pierre. La independencia de América Latina. Buenos Aires, Ediciones Nueva Visión 1973.
CHIARAMONTE, José Carlos. Pensamiento de la ilustración. Economía y sociedad iberoamericanas en el siglo XVIII. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1979.
LYNCH, John. Las revoluciones hispanoamericanas, 1808-1826. Barcelona, Ariel, 1976.
GUERRA, François-Xavier. Modernidad e independencia. Ensayos sobre las revoluciones hispánicas. México, Fondo de Cultura Económica, 1993.
ROMERO, Jose Luis y ROMERO, Luis Alberto. (Org.). Pensamiento Politico de la Emancipación. Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1977. (Introdução).
SABATO, Hilda. Horizontes republicanos en Iberoamérica. Una perspectiva del largo plazo. In. BRAGONI, Beatriz e MATA, Sara (Comp.). Entre la Colonia y la República. Buenos Aires, Prometeo Libros, 2008.


Aula 12 – As Guerras de Independência hispano- americanas: discussão historiográfica – Parte 4

Na última Parte da aula, a professora retoma a apresentação da obra de François-Xavier Guerra que defende que o conceito de modernidade presente nos Estados emancipados ainda tem ligação com o antigo regime e, como esta modernidade, foi ganhando forma de maneira lenta e gradual.


Aula 13 – Federalistas e unitários na formação das Províncias Unidas do Rio da Prata – Parte 1

Nesta aula, a professora Gabriela Pellegrino começa uma nova etapa do curso com a história de alguns Estados nacionais da América Latina depois das guerras de independência. O tema desta aula é a formação do Estado argentino, que depois da independência se chamou Províncias Unidas do Rio da Prata. Nessa primeira Parte da aula, ela fala da promulgação da constituição da argentina em 1819 e começa a explicar a disputa entre os Unitários, que queriam um governo centralizado em Buenos Aires, e dos Federalistas, que defendiam um poder maior para as demais províncias. Ela também explica a figura do caudilho (grandes proprietários de terra com muito poder político e carisma social) e a chegada ao governo de Bernardino Rivadavia.


Aula 14 – Federalistas e unitários na formação das Províncias Unidas do Rio da Prata – Parte 2

Nesta Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino continua falando sobre a formação do Estado argentino durante o governo de Bernardino Rivadavia, que priorizou a educação na Argentina como um dos pontos fortes do seu projeto político. Uma das iniciativas foi a criação do Colégio de Ciências Morais e do Colégio Nacional, que tinham como premissa uma educação laica. Este projeto enfrentou resistência dos caudilhos, que acabaram derrubando Rivadavia do poder. Ela também traça o perfil de Juan Manuel Rosas, general responsável pelo assassinato de Manoel Dorrego e que governou a Argentina por muitos anos.

Bibliografia:
SARMIENTO, Domingo F. Facundo: civilização e barbárie. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997; p. 129-143 e p. 160-177.
DE LA FUENTE, Ariel. Los hijos de Facundo. Buenos Aires, Prometeo, 2007; capítulos 2, 3, 4 e 6 ? p. 53-130; p. 155-192.


Aula 15 – Federalistas e unitários na formação das Províncias Unidas do Rio da Prata – Parte 3

Nesta Parte da aula, a professora Gabriela Pelegrino retoma a história de Juan Manuel Rosas, federalista que governou a província de Buenos Aires em dois momentos, de 1829 a 1832 e de 1835 a 1852, instaurando uma ditadura. Ela também explica como fica o projeto dos unitários, que passam a ser denominados de liberais. A Argentina fica dividida até a reunificação do país, feita por Bartolomeu Mitre em 1861.

Bibliografia:
SARMIENTO, Domingo F. Facundo: civilização e barbárie. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997; p. 129-143 e p. 160-177.
DE LA FUENTE, Ariel. Los hijos de Facundo. Buenos Aires, Prometeo, 2007; capítulos 2, 3, 4 e 6 ? p. 53-130; p. 155-192.


Aula 16 – Federalistas e unitários na formação das Províncias Unidas do Rio da Prata – Parte 4

Nesta última Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino fala da chegada ao poder dos liberais à presidência da Argentina. Ela comenta o governo de Bartolomeu Mitre e coloca como a historiografia discute e explica a relação dos caudilhos com os setores populares que têm um crescimento demográfico no país no final do século 19.

Bibliografia:
SARMIENTO, Domingo F. Facundo: civilização e barbárie. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997; p. 129-143 e p. 160-177.
DE LA FUENTE, Ariel. Los hijos de Facundo. Buenos Aires, Prometeo, 2007; capítulos 2, 3, 4 e 6 ? p. 53-130; p. 155-192.


Aula 17 – Pueblos indígenas e a Reforma Liberal no México – Parte 1

Nesta primeira Parte da aula, a professora Gabriella Pellegrino começa a explicação sobre os primeiros governos do México independente e como as elites regionais se organizaram em torno de duas correntes políticas: liberal e conservadora. Essas correntes se transformaram em dois partidos que disputaram o poder nas décadas seguintes. Ela fala também do forte papel da Igreja na política e na cultura do México.

Bibliografia:
PAVEZ OJEDA, Jorge (comp.) Cartas mapuche, siglo XIX, CoLibris/Ocho Libros, Fondo de Publicaciones Americanistas, Universidad de Chile, Santiago de Chile, 2008.


Aula 18 – Pueblos indígenas e a Reforma Liberal no México – Parte 2

Nesta Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino detalha as propostas e ações dos liberais e conservadores no México. Enquanto os conservadores queriam um México com características da monarquia e com as mesmas relações econômicas da colônia, os liberais defendiam a modernização do país, principalmente do ponto de vista econômico. Para isso, seria preciso tirar o poder da Igreja, que tinha os chamados bens de mão-morta que não podiam ser comercializados. Ela também comenta a guerra entre México e Estados Unidos pela disputa do território do Texas.

Bibliografia:
PAVEZ OJEDA, Jorge (comp.) Cartas mapuche, siglo XIX, CoLibris/Ocho Libros, Fondo de Publicaciones Americanistas, Universidad de Chile, Santiago de Chile, 2008.


Aula 19 – Pueblos indígenas e a Reforma Liberal no México – Parte 3

Nesta Parte da aula, a professora detalha a Lei Lerdo, instaurada durante o governo liberal de Ignacio Comonfort. Esta lei determinou que todos os bens de mão-morta pertencentes à Igreja Católica passassem para o Estado mexicano. Já os conservadores começam um movimento para instaurar a monarquia no México com a ajuda da França. O austríaco Maximiliano de Habsburgo, irmão do imperador austro-húngaro Francisco José, é escolhido para ser o imperador do México.

Bibliografia:
PAVEZ OJEDA, Jorge (comp.) Cartas mapuche, siglo XIX, CoLibris/Ocho Libros, Fondo de Publicaciones Americanistas, Universidad de Chile, Santiago de Chile, 2008.


Aula 20 – Pueblos indígenas e a Reforma Liberal no México – Parte 4

Nesta última Parte da aula, a professora comenta a consolidação do projeto liberal no México após várias batalhas contra os conservadores e a Igreja. Maximiliano de Habsburgo se recusa a deixar o país e é morto por ordem do liberal Benito Juarez, que toma a cidade do México e a república é restaurada no país.

Bibliografia:
PAVEZ OJEDA, Jorge (comp.) Cartas mapuche, siglo XIX, CoLibris/Ocho Libros, Fondo de Publicaciones Americanistas, Universidad de Chile, Santiago de Chile, 2008.


Aula 21 – Comunidades camponesas: modernização e sublevação no Peru – Parte 1

Nesta primeira Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino começa sua exposição sobre a formação do Estado nacional peruano. Segundo ela, a historiografia destaca dois aspectos fundamentais para entender essa história: a reforma liberal e a questão das populações indígenas. A professora ainda mostra como a Cordilheira dos Andes aparece como um obstáculo para a unificação do país. Ela também fala sobre o governo de Símon Bolívar no Peru, e como as elites resistem ao governo republicano instaurado pelo general San Martin e entram em guerra com o exército bolivariano.


Aula 22 – Comunidades camponesas: modernização e sublevação no Peru – Parte 2

Esta Parte da aula começa com a batalha de Ayacucho, quando o exército bolivariano luta contra as tropas realistas. A batalha é definitiva para a emancipação do Peru e da Bolívia. O território boliviano era disputado por Lima e Buenos Aires e para evitar mais disputas Simón Bolívar decide tornar a Bolívia um Estado independente.


Aula 23 – Comunidades camponesas: modernização e sublevação no Peru – Parte 3

Depois de proibir os tributos indígenas e instituir a lei do ventre livre, como Parte da reforma liberal, Simón Bolívar percebe que é impossível governar sem o dinheiro destes impostos pela precariedade econômica do Estado peruano. A professora Gabriela explica que, apesar deste tributo mudar de nome, ele continua recaindo sobre as populações indígenas. Esta medida só é revogada novamente mais de vinte anos depois, em 1854, com um grande crescimento econômico do país, impulsionado pela venda do guano e do salitre. Neste ano, a escravatura também é abolida no Peru.


Aula 24 – Comunidades camponesas: modernização e sublevação no Peru – Parte 4

Nesta última Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino explica o enganche, uma prática que por muito tempo dominou as relações de trabalho no Peru e transformou a estrutura dos pueblos. Nesta época, o Peru convivia com duas realidades: uma da Lima moderna e outra da Sierra com pobreza e relações de trabalho arcaicas. A professora também fala do grande êxodo que aconteceu nos Andes e que superpovoou a capital Lima.


Aula 25 – Fronteiras, territórios indígenas e campanhas de anexação da Argentina no século XIX – Parte 1

O professor da Universidade Federal Fluminense, Gabriel Passeti, é o convidado desta aula para falar sobre a relação política entre as populações indígenas e os criollos na Argentina do século 19. Ele faz uma análise de como os indígenas foram importantes para a formação do Estado nacional argentino. Nesta primeira Parte da aula, o professor explica a origem dos povos que dominaram o sul da Argentina e como eles se estabeleceram na região dos pampas, com disputas por terras e gado.

Bibliografia
MALLON, Florencia E. ?Las sociedades indígenas frente al nuevo orden?. In: VÁZQUEZ, Josefina Z. (Dir.);
GRIJALVA, Manuel M. La construcción de las naciones latinoamericanas, 1820-1870, vol. 7. Paris: Ediciones Unesco; Madrid: Editorial Trotta, 2007. (pp. 251-271).


Aula 26 – Fronteiras, territórios indígenas e campanhas de anexação da Argentina no século XIX – Parte 2

Nesta Parte da aula, o professor convidado Gabriel Passeti explica a dinâmica política das populações indígenas, as chamadas confederações e como os caciques se relacionavam com os criollos. Ele também fala sobre a chamada conquista do deserto, que foi uma expedição militar comandada, em um primeiro momento, pelo governador de Buenos Aires, Juan Manuel Rosas. Depois dessa primeira expedição, que executou milhares de índios, chega aos Pampas um cacique que figura como uma das grandes personagens deste período da história argentina: Juan Calfucurá.

Bibliografia:
MALLON, Florencia E. ?Las sociedades indígenas frente al nuevo orden?. In: VÁZQUEZ, Josefina Z. (Dir.);
GRIJALVA, Manuel M. La construcción de las naciones latinoamericanas, 1820-1870, vol. 7. Paris: Ediciones Unesco; Madrid: Editorial Trotta, 2007. (pp. 251-271).


Aula 27 – Fronteiras, territórios indígenas e campanhas de anexação da Argentina no século XIX – Parte 3

O professor convidado Gabriel Passeti continua a aula sobre os territórios indígenas e as campanhas de anexação da Argentina. Nesta Parte da aula, ele explica como os grandes caciques negociavam com os criollos sem falar nem escrever em espanhol. E com a queda de Rosas em 1852 essa comunicação é muito importante, porque os índios começam a negociar com os dois lados criollos que disputavam o poder da república: a Confederação e o governo de Buenos Aires.

Bibliografia:
MALLON, Florencia E. ?Las sociedades indígenas frente al nuevo orden?. In: VÁZQUEZ, Josefina Z. (Dir.);
GRIJALVA, Manuel M. La construcción de las naciones latinoamericanas, 1820-1870, vol. 7. Paris: Ediciones Unesco; Madrid: Editorial Trotta, 2007. (pp. 251-271).


Aula 28 – Fronteiras, territórios indígenas e campanhas de anexação da Argentina no século XIX – Parte 4

Nesta Parte da aula, Gabriel Passetti explica como as confederações indígenas se juntam para lutar contra os criollos, depois da vitória de Buenos Aires sobre a Confederação. Com isso, os tratados de paz anteriormente estabelecidos entre índios e criollos já não valem mais. Estas disputas acontecem em meio à Guerra do Paraguai. Os índios começam a perder batalhas com a entrada da tecnologia nos exércitos criollos, como o telégrafo e as armas de fogo.

Bibliografia
MALLON, Florencia E. ?Las sociedades indígenas frente al nuevo orden?. In: VÁZQUEZ, Josefina Z. (Dir.);
GRIJALVA, Manuel M. La construcción de las naciones latinoamericanas, 1820-1870, vol. 7. Paris: Ediciones Unesco; Madrid: Editorial Trotta, 2007. (pp. 251-271).


Aula 29 – Fronteiras, territórios indígenas e campanhas de anexação da Argentina no século XIX – Parte 5

O professor Gabriel Passetti finaliza a aula sobre as relações entre índios e criollos na Argentina. As negociações políticas e comerciais, que duraram até meados da década de 70 do século 19, terminam com o enfraquecimento dos caciques e com a chegada ao poder do General Roca. No governo Roca, o exército se divide e cerca todo território indígena dos pampas. Os principais caciques são presos e as populações praticamente exterminadas. Gabriel Passetti também explica como os índios foram transformados em bárbaros no imaginário da população branca argentina ao longo do século 19 e como isso culminou na campanha que exterminou a população indígena.

Bibliografia:
MALLON, Florencia E. ?Las sociedades indígenas frente al nuevo orden?. In: VÁZQUEZ, Josefina Z. (Dir.);
GRIJALVA, Manuel M. La construcción de las naciones latinoamericanas, 1820-1870, vol. 7. Paris: Ediciones Unesco; Madrid: Editorial Trotta, 2007. (pp. 251-271).


Aula 30 – Artesãos e assalariados no Chile e na Colômbia: origens de uma consciência de classe? – Parte 1

A historiadora chilena e doutoranda da FFLCH/USP, Elisabet Prudant Soto, é a professora convidada de Gabriella Pellegrino para falar sobre a formação do Estado chileno e de sua classe trabalhadora. Nesta primeira Parte da aula, ela dá um panorama sobre a formação da república do Chile no século 19 e como a elite local se organizou logo após a independência da Espanha.

Bibliografia:
GONZÁLEZ, Sergio. El mundo de las casas de lata. La vida en la pampa salitrera. In. SAGREDO, Rafael y GAZMURI, Cristián (Org.). Historia de la vida privada en Chile. El Chile moderno. De 1840 a 1925. Santiago, Taurus, 2005.
SOWELL, David. La sociedad democratica de artesanos de Bogotá. In. MEJÍA PAVONY, Germán Rodrigo, LAROSA, Michael y NIETO OLARTE, Mauricio (Orgs.). Colombia en el siglo XIX. Santafé de Bogotá: Planeta, 1999; p. 189-216.


Aula 31 – Artesãos e assalariados no Chile e na Colômbia: origens de uma consciência de classe? – Parte 2

A historiadora chilena Elisabet Prudant Soto continua sua exposição sobre a formação do Estado chileno após a independência. Ela explica as disputas entre conservadores e liberais que culminaram numa guerra civil, vencida pelos conservadores. A historiadora traça um perfil do presidente conservador Diego Portales, que instaurou o regime conhecido por portaliano (1830 até 1858). Ela também explica as ideias de Francisco Bilbao, intelectual que tentou quebrar todo pensamento vigente no Chile a respeito da construção da identidade política do povo. Bilbao analisa como a igreja tinha uma forte influência na vida privada da população. Para ele, a hierarquia da cúria era transportada para a casa das pessoas.

Bibliografia:
GONZÁLEZ, Sergio. El mundo de las casas de lata. La vida en la pampa salitrera. In. SAGREDO, Rafael y GAZMURI, Cristián (Org.). Historia de la vida privada en Chile. El Chile moderno. De 1840 a 1925. Santiago, Taurus, 2005.
SOWELL, David. La sociedad democratica de artesanos de Bogotá. In. MEJÍA PAVONY, Germán Rodrigo, LAROSA, Michael y NIETO OLARTE, Mauricio (Orgs.). Colombia en el siglo XIX. Santafé de Bogotá: Planeta, 1999; p. 189-216.


Aula 32 – Artesãos e assalariados no Chile e na Colômbia: origens de uma consciência de classe? – Parte 3

Elisabet Prudant retoma as ideias de Francisco Bilbao e explica a chegada dos liberais ao poder, a chamada República liberal. Ela descreve a figura controvertida de José Manuel Balmacera, presidente liberal que elaborou um plano de obras para modernizar o país. Ela também introduz o tema dos movimentos populares do século 19 e sua importância na construção da nação.

Bibliografia:
GONZÁLEZ, Sergio. El mundo de las casas de lata. La vida en la pampa salitrera. In. SAGREDO, Rafael y GAZMURI, Cristián (Org.). Historia de la vida privada en Chile. El Chile moderno. De 1840 a 1925. Santiago, Taurus, 2005.
SOWELL, David. La sociedad democratica de artesanos de Bogotá. In. MEJÍA PAVONY, Germán Rodrigo, LAROSA, Michael y NIETO OLARTE, Mauricio (Orgs.). Colombia en el siglo XIX. Santafé de Bogotá: Planeta, 1999; p. 189-216.


Aula 33 – Artesãos e assalariados no Chile e na Colômbia: origens de uma consciência de classe? – Parte 4

Nesta Parte da aula, a historiadora Elisabet Prudant finaliza sua explanação sobre a história da construção da nação chilena a partir do século 19. A professora Gabriella Pellegrino assume a aula e introduz o tema sobre a relação entre os grupos políticos da Colômbia com a classe trabalhadora. Ela explica como as ideias do socialismo utópico da época influenciaram o encontro entre uma elite intelectual colombiana e os grêmios de artesãos.

Bibliografia:
GONZÁLEZ, Sergio. El mundo de las casas de lata. La vida en la pampa salitrera. In. SAGREDO, Rafael y GAZMURI, Cristián (Org.). Historia de la vida privada en Chile. El Chile moderno. De 1840 a 1925. Santiago, Taurus, 2005.
SOWELL, David. La sociedad democratica de artesanos de Bogotá. In. MEJÍA PAVONY, Germán Rodrigo, LAROSA, Michael y NIETO OLARTE, Mauricio (Orgs.). Colombia en el siglo XIX. Santafé de Bogotá: Planeta, 1999; p. 189-216.


Aula 34 – Artesãos e assalariados no Chile e na Colômbia: origens de uma consciência de classe? – Parte 5

Nesta última Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino descreve a origem dos dois principais partidos políticos na Colômbia – Conservadores e Liberais – e como estes dois grupos disputaram o apoio da classe trabalhadora para chegarem ao poder. A partir daí os artesãos ganham importância política no país.

Bibliografia:
GONZÁLEZ, Sergio. El mundo de las casas de lata. La vida en la pampa salitrera. In. SAGREDO, Rafael y GAZMURI, Cristián (Org.). Historia de la vida privada en Chile. El Chile moderno. De 1840 a 1925. Santiago, Taurus, 2005.


Aula 35 – Educação e cultura popular na Argentina – Parte 1

A implantação do projeto liberal na Argentina a partir de 1861 e seus desdobramentos na educação e na cultura do país são os temas desta aula da professora Gabriela Pellegrino. Nesta Parte da aula, ela explica os principais fatores que marcaram o projeto liberal. Um deles é a modernização econômica que tornou a Argentina um grande exportador de produtos agropecuários e um país rico. A professora explica também o impacto da imigração neste período, principalmente em Buenos Aires.


Aula 36 – Educação e cultura popular na Argentina – Parte 2

A professora Gabriela retoma a explicação sobre impacto da imigração na sociedade e na vida política da Argentina, principalmente em Buenos Aires. Com o crescimento econômico de Buenos Aires, surgem novas oligarquias que ostentam sua riqueza. Esta ostentação é descrita no romance Stella citado pela professora.


Aula 37 – Educação e cultura popular na Argentina – Parte 3

A implantação do projeto liberal na Argentina a partir de 1861 e seus desdobramentos na educação e na cultura do país é o tema desta aula da professora Gabriela Pellegrino. Nesta Parte da aula ela explica os principais fatores que marcaram o projeto liberal. Um deles é a modernização econômica que tornou a Argentina um grande exportador de produtos agropecuários e um país rico. A professora explica também o impacto da imigração neste período, principalmente em Buenos Aires.


Aula 38 – Educação e cultura popular na Argentina – Parte 4

Nesta última Parte da aula sobre a educação na Argentina, a professora Gabriela Pellegrino comenta como o estado e as elites começaram a se preocupar com a influência da imigração na identidade nacional. A ideia era nacionalizar os filhos de imigrantes nas escolas. Assim a educação assume uma nova perspectiva que é fortalecer o ideário nacional.


Aula 39 – Os Científicos e a modernização do México no século XIX – Parte 1

Nesta aula, a professora Gabriela Pellegrino fala do porfiriato, um longo período de governo liberal no México, presidido pelo general Porfírio Díaz. O porfiriato (1876-1911) foi marcado pelo início da modernização econômica, que teve na exportação de minérios e na agricultura suas atividades principais. Para expandir a mineração e a agricultura, governo e oligarquias foram tomando as terras camponesas causando vários conflitos. A professora também fala das tensões entre trabalhadores urbanos e patrões, que serviram de gérmen para os conflitos que culminaram na Revolução Mexicana.


Aula 40 – Os Científicos e a modernização do México no século XIX – Parte 2

Nesta segunda Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino fala das migrações internas no México durante o porfiriato. Com a perda de terras pelos camponeses, eles migram para as cidades e principalmente para a Cidade do México. As cidades inflam e as tensões sociais também crescem. A professora também fala do projeto educacional do México, que, diferentemente do projeto argentino, teve sua prioridade na escola secundária. É criada a escola nacional preparatória para formar uma elite para ocupar a administração pública, estes homens são chamados de científicos. Estes intelectuais idealizam um projeto de identidade para a nova nação mexicana, baseada no resgate da figura das civilizações indígenas anteriores à colonização como os Astecas.


Aula 41 – Os Científicos e a modernização do México no século XIX – Parte 3

A professora Gabriela Pellegrino retoma o tema da educação no México do porfiriato. A educação primária, que não foi uma prioridade para os liberais, era de responsabilidade das províncias e dos pueblos. Com o passar do tempo, o governo de Porfírio Días começou a produzir material didático, que enaltecia o projeto liberal dentro da história do México.


Aula 42 – Os Científicos e a modernização do México no século XIX – Parte 4

Nesta última Parte da aula, a professora Gabriela Pellegrino fala sobre a tese do historiador François Guerra sobre o governo de Porfírio Díaz. Para ele, o porfiriato cumpria um papel de transição entre o antigo regime e a revolução mexicana e que a modernização do país começou no porfiriato e não no pós-revolução. A professora também utiliza quadros pintados na época do porfiriato para analisar a forma como se legitimou a identidade mexicana deste período.


Aula 43 – Identidades latino-americanas – Parte 1

Na última aula do curso de História da América Independente I, a professora Gabriela Pellegrino aborda a questão das identidades da América Latina logo após as guerras de independência e como estas identidades políticas e culturais foram construídas ao longo do século 19.
Ela explica como literatura teve um papel importante tanto na legitimação dos projetos imperialistas no período colonial como também na resistência à metrópole durante os processos de independência.


Aula 44 – Identidades latino-americanas: Parte 2

Na última aula do curso de História da América Independente I, a professora Gabriela Pellegrino aborda a questão das identidades da América Latina logo após as guerras de independência e como estas identidades políticas e culturais foram construídas ao longo do século 19.
Ela explica como literatura teve um papel importante tanto na legitimação dos projetos imperialistas no período colonial como também na resistência à metrópole durante os processos de independência.


Aula 45 – Identidades latino-americanas: Parte 3

Nesta Parte da aula a professora Gabriela Pellegrino apresenta o pensamento do intelectual cubano José Martí. Em seus textos que analisam a América Latina do século 19, Martí constrói a imagem de uma América Latina forte e vigorosa. Para ele a história da América é fruto da opressão, da pobreza, de trabalho árduo, mas tudo isso teria feito da América Latina um continente mais forte, capaz de enfrentar um novo colonizador. Segundo a professora é como se Martí antevisse o imperialismo norte-americano sobre Cuba e outros países da América Latina.


Aula 46 – Identidades latino-americanas: Parte 4

A professora Gabriela Pellegrino encerra a aula apresentando o trabalho do escritor uruguaio José Enrique Rodó. Através da análise da obra Ariel, a professora explica como o escritor construiu um discurso identitário sobre a América pós-independência.
No livro Ariel, a América Latina seria o espelho do mundo clássico greco-romano, da contemplação, do culto às artes. Essa América se contrapunha à América anglo-saxã, materialista e calcada numa cultura de resultados.
Um dos consensos em torno de Ariel é a afirmação de que o livro fazia uma defesa à América Latina frente à ameaça da expansão dos Estados Unidos.
A professora também coloca uma nova interpretação sobre Ariel de Rodó feita pelo historiador brasileiro Antônio Mitre, que defende a tese de que Rodó escreveu a obra pensando em um momento específico do Uruguai, durante a onda de imigrações do século 19.
Categoria

Detalhes do Curso

Certificado

Não possui

Duração

~ 20 horas e 27 minutos

Idioma

Português

Instituição

USP

Nível

Introdutório

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